Nome: Reinata Sadimba
Ano de nascimento: 1945
País: Moçambique

LEGADO

Considerada em alguns círculos como uma das mulheres mais importantes no mundo das artes africanas, Reinata Sadimba foi a primeira mulher escultora em Moçambique. Tendo nascido na etnia Makonde do norte de Moçambique, Reinata foi introduzida à arte da cerâmica pela sua mãe, especialmente à fazer objectos utilitários como pratos, cântaros, etc., desde muito jovem. Em 1975, depois de divorciar-se e acabar com uma relação abusiva, ela deu um giro ao seu trabalho e passou a acrescentar enfeites próprios às suas obras que actualmente adoptam formas consideradas ‘estranhas’.

As suas peças se inspiram em desenhos e espíritos da etnia Makonde e representam aspectos como a feminilidade, a maternidade ou o parto. Ela é conhecida por fabricar peças numa velocidade frenética, por estar sempre inspirada em criar figuras novas e por não alterar-se quando uma peça se parte no forno.

Devido à guerra civil que teve lugar em Moçambique, em 1980 Reinata emigrou a Tanzânia onde residiu até 1992, ano em que voltou à Moçambique e instalou-se em Maputo. Em Maputo, ela recebeu bastante apoio de Augusto Cabral, o então Director do Museu de Historia Natural de Moçambique, quem lhe ofereceu um espaço de estúdio dentro do próprio museu. Em 1998 realizou no museu uma semana de ensino sobre cerâmica tradicional.
Reinata tem exposições permanentes de suas obras no Museu Nacional de Arte de Moçambique, no Museu Nacional de Etnografia (Lisboa) em Portugal, na colecção de arte africana da Culturgest (Lisboa) em Portugal, e no Museu de l’Art Brut (Lausana) na Suíça.

Tanto desde a Literatura como desde o cinema, se procurou registar a vida de Reinata. Em 2003 o cineasta Licínio de Azevedo produziu o documentário “Mãos de barro”, que relaciona a vida de Reinata Sadimba e sua arte com a cultura Makonde. Mais informação sobre este documentário pode ser consultado no seguinte enlace.
Por outro lado, em 2010, o arquitecto italiano Gianfranco Gandolfo realizou uma bibliografia da Renata denominada “Não somos iguais, estamos diferentes” publicado em três línguas, português, italiano e inglês.

LINKS
+ Documentário de 2003 Mãos de barro.

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EXPOSIÇÕES

2007
Studio Brescia, Ospitaletto (Itália)

2006
Castel dell’Ovo, Napoli (Itália)

2004
Basileia (Suíça)
Mais a Sul Culturgest, Lisboa (Portugal)
Da Convergência dos Rios Perve Galeria, Lisboa (Portugal)
Fragile Terra di Mozambico Botteghe della Solidarietà, Milão (Itália)
Perve Galeria, Lisboa (Portugal)

2003
Acervo 02 / Mostra de Arte Contemporânea Perve Galeria e Parque da Saúde, Lisboa (Portugal)
Porto Arte 2ª Feira de Arte Contemporânea do Porto (Portugal)
Latitudes 2003 Hôtel de Ville de Paris, Paris (França)

2002
Galeria Perve Acervo / Ed. Banco de Portugal, Leiria (Portugal)
Sulcos (roxos) do olhar – lusofonia no feminino Perve Galeria, Lisboa (Portugal)
Arte Contemporânea de Moçambique Galeria de Arte da Cervejaria Trindade, Lisboa (Portugal)

2001
Regine d’Africa Rocca di Umbertide, Perugia (Itália)
Maninguemente Ser Perve Galeria, Lisboa (Portugal)
Sur-Sensus Perve Galeria, Lisboa (Portugal)

2000
Olhos do Mundo Perve Galeria, Lisboa (Portugal)
Progress of the World’s Women exposição comissionada por UNIFEM, Nova Iorque (EEUU)

1998
Expo 98 Lisboa (Portugal)
Museu de arte Nacional, Maputo (Moçambique)

1997
Museu de Arte Nacional, Maputo (Moçambique) e Lisboa (Portugal)

1996
Museu de Arte Nacional, Maputo (Moçambique) e Dinamarca

1995
Bienal de Joanesburgo, Joanesburgo (África do Sul)
Bienal da TDM, Maputo (Moçambique)

1992-4
Museu de Arte Nacional, Maputo (Moçambique)

GALERIA